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Doctor Who: 12 Doutores, 12 Histórias.

Em 2013, a série de TV fez 50 anos. Foi organizado um especial que bombou durante semanas nos cinemas do mundo todo (inclusive no Brasil). Após isso, a série passou por uma renovação no elenco, mudando o 11° Doutor (Matt Smith, de Exterminador do Futuro: Gênesis e do vindouro Orgulho e Preconceito e Zumbis) para o 12° Doutor (Peter Capaldi, de Guerra Mundial Z e Paddington). Este foi o ponto de virada para os próximos 50 anos da série.

Isso nas Telas da TV.

Doctor Who e uma série Multimídia e, principalmente após completar 50 anos, isso vem ficando cada vez mais em evidência. Além da série de TV temos Jogos, Quadrinhos (Já teve HQs publicadas pela Marvel e, atualmente, pela desconhecida, mas competente, Titan Comics), Spin Offs (Torchwood, The Sarah Jane Adventures e recentemente foi anunciado um Spin Off Teen, The Class) e livros. MUITOS LIVROS! Ouso dizer que se a série de TV acabasse hoje, ela ainda teria sobre vida de anos e anos no mundo da literatura. Muitos escritores britânicos famosos já participaram pelo menos um pouco da história da franquia como por exemplo o senhor “acho-que-já citei-ele-em-todas-as-matérias-de-Doctor-Who-aqui-no-site” Neil Gaiman, que escreveu alguns episódios e um conto deste livro, e Douglas Adams, lendário escritor que foi um dos roteiristas da série nos anos 70, famoso pelos livros da série Guia do Mochileiro das Galáxias, que recentemente teve um roteiro, que não foi filmado, lançado como Livro novelizado por Gareth Roberts, chamado de SHADA –  A Aventura perdida de Douglas Adams (editora Suma de Letras, em breve um Review). Além de Alan Moore escrevendo historias para as HQs da Marvel UK, na década de 70/80 (esse ta aqui mais pela citação mesmo, não tem nada com o assunto, mas e o Velho barbudo…)

Fiz toda essa introdução para falar deste livro.

12 Doutores, 12 Histórias, Editora Rocco, 2014.

Um compilado de pequenos contos dos 12 Doutores oficiais da série. São histórias separadas, sem ligação entre uma e outra (o único elemento em comum e apenas o Doutor, mas ainda sim e diferente). Se passando em diferentes planetas e épocas: vai desde os tempos dos Vikings até casamentos em outros planetas.

Foram escalados alguns escritores famosos no Reino Unido como Holly Black (de As Crônicas de Spiderwick), Patrick Ness – famoso na grã-Bretanha por escrever para o nicho ~Jovens Adultos~ e recentemente anunciado como Show Runner do Spin Off de Doctor Who, The Class, voltado exatamente para esse público, se passando no principal colégio da da série, e o já citado Neil Gaiman – Velho ~Whovian~ e escritor mundialmente famoso por obras literárias e por HQs como Sandman e Miracleman, entre vários outros. Um time de peso, como o personagem merece.

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Todos os 12 Doutores com histórias no livro. Faltou só o War Doctor, interpretado por John Hurt no especial de 50 anos, “The Day Of The Doctor”, de 2013.

Os contos

Em todos os contos, o leitor é jogado em meio a aventura, seja uma investigação, seja uma fuga, sempre acabamos acompanhando o Doutor na resolução dos casos. Quem acompanha a série vai se sentir em casa, mas um leitor novo, inicialmente, pode sentir uma certa dificuldade em entender o que está acontecendo – confesso que senti uma certa dificuldade no início da primeiro história, do 1° Doutor, isso porque não conhecia a fundo a personalidade e o ritmo deste Doutor em especifico. Mas depois que você se acostuma, se torna uma leitura gostosa e divertida, com diálogos interessantes e algumas reviravoltas intrigantes.  Eu, particularmente, esperava mais interação entre os Doutores do Passado e suas versões posteriores, sempre vemos uma ou outra referência dos Doutores atuais sobre os Doutores da série Clássica, e nunca o contrario (por motivos óbvios) mas seria legal, por exemplo, o 3° Doutor reparar uma semelhança entre suas roupas e as do 12° Doutor. Infelizmente esta dinâmica foi deixada de lado em prol de histórias fechadas e sem amarras, para facilitar para os escritores, permitindo que eles elaborem as tramas com mais liberdade.

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Para não dizer que não existe tal dinâmica, em uma passagem no conto do 4° Doutor, faz-se referência ao 11° Doutor e sua icônica gravata Borboleta. Mas apenas uma referência.

Dois escritores, tomaram o cuidado de encaixar suas histórias em pontos chaves de dois episódios da série atual. Charlie Higson, encaixou a sua com o 9° Doutor em um período de tempo do primeiro episódio da série nova, “Rose” (s01e01 – 2005). No episodio, após lidar com a ameaça da Consciência Nestene, o Doutor (Christopher Eccleston, o Malekith de Thor: O Mundo Sombrio)chama a personagem Rose (Billie Piper, a Brona de Penny Dreadful) para viajar com ele, ela inicialmente recusa, o Doutor vai embora e, 30 segundos depois, ele volta e diz que a TARDIS também e uma maquina do tempo. A história do 9°Doutor neste livro, se encaixa naqueles 30 segundos em que o Doutor vai embora e volta. É GENIAL! Ele teve uma aventura que durou dias e voltou exatamente naquele momento, enquanto que para a Rose se passou pouco mais de 30 Segundos, um uso perfeito do artificio da viagem no tempo. E  ela vai com ele, mostrando que as Gatas adoram Maquinas do Tempo.

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E lá dentro a gente “Dança”. if-you-kown-what-i-mean

A outra história, escrita por Holly Black, foi encaixada na 8° temporada, já com o 12° Doutor (Peter Capaldi). Após o primeiro episódio da série, “Deep Breath”(s08e02-2014) e antes do segundo episódio, Into The Dalek. No final do primeiro, Clara (Jenna Coleman, Capitão America: O Primeiro Vingador) pede para o Doutor lhe pagar um café, ela merece após o susto que ela passou ao presenciar a regeneração do 11° para o 12° Doutor. No episódio seguinte, o Doutor surge com dois copinhos de café dentro da casa da Clara, não e mostrado onde ele comprou. Mas no livro, ele foi em uma estação cafeeira no fim do universo, tendo uma das melhores aventuras do livro!

Capaldão ainda não era o Bon vivant da 9° temporada, mas fazia uns agradinhos pra Clara. E ele e dos nossos, quer mesmo e CAFÉ!!

Todas os contos seguem o ritmo de cada Doutor, onde cada um resolve as pendengas de acordo com a sua personalidade. Variando de Doutor para Doutor. Eu destacaria como as melhores historias a do 2°, 3°, 4° e 6° Doutor como as melhores historias envolvendo a série Clássica, e a do 9° e 12° Doutor da série nova. Como eu disse, cada um resolvendo os problemas de acordo com seu jeito de agir e dentro de seus princípios. A mais fraca é justamente a do escritor responsável pelo novo Spin-Off da série, do 5°Doutor, do Patrick Ness. O livro tem algumas referências a cultura pop atual, e é um prato cheio para não somente fãs da série, mas também para os nerds em geral que gostam de histórias desse tipo (tem referência a Star Wars, feita por um um companion do Doutor que vivia no Século XVI, viagem no tempo tem dessas coisas).

Falando do livro fisicamente, é um livro extremamente caprichado, com capa dura e impecavelmente traduzido e bem escrito. É um livro relativamente grande (470 páginas, além de mais umas 6 com um breve resumo biográfico dos escritores) mas a leitura flui muito bem e quando você menos espera, ele acabou e você fica querendo mais e mais.

Finalizando, é um livro que faz justiça ao legado da série, eu gostaria muito de um novo nesses moldes, mas desta vez englobando novos personagens e, por que não, o War Doctor de John Hurt, ele até tem um livro só dele chamado “Engines Of War”, mas infelizmente não tem uma edição em português a venda no Brasil, ele fez falta nestes contos, mas nada que atrapalhe a leitura que foi muito boa. Nesse período de hiato (a série só volta ano que vem), e uma ótima pedida para matar a saudade do Senhor do Tempo preferido da Galera.

“12 Doutores, 12 Historias” é um lançamento da Editora Rocco, com sua primeira edição em 2014. Encontra-se nas melhores livrarias e até recentemente estava na promoção. Uma leitura altamente recomendada para qualquer fã da série e entusiasta de ficção cientifica.

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flw, vlw..

Joseph
Amante de HQs e de seus derivados, acho o Batman um Bucha e que o melhor Coringa de TODOS OS TEMPOS e o Cesar Romero. Eu gosto do Superman casando o Jimmy Olsen com uma gorila mal humorada.

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