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Hellblazer: Congelado

Uma aventura do mago inglês nas mãos de um dos melhores roteiristas de histórias de ação da Vertigo. Hellblazer, junto com de outras obras do amaldiçoado Vertigo (no Brasil) finalmente nas mãos de uma distribuidora de renome, vão ganhando seu espaço nas bancas. O primeiro encadernado de Jhon Constantine pelas mãos da Panini – que opta por encadernados mais viáveis em papel LWC e capa cartão – que tinha começado a publicar Hellblazer a partir de onde tinha parado as outras editoras. O encadernado traz as edições 157 a 163, escritas por Brian Azzarello.

 

Azzarello, é um dos mais renomados quadrinistas da atualidade. Depois de ter alcançado a fama com 100 Balas – um dos mais aclamados títulos policiais lançados pela Vertigo – acabou se tornando o primeiro americano a escrever Hellblazer, e deu uma nova face para a história do anti-herói, ao trazê-lo em uma viagem pelo “Lado Negro” dos EUA.

Congelado é o arco de histórias principal do encadernado, nele Constantine se encontra num bar, pfreezes_over_3erdido no meio de uma nevasca. Com ele nesse mesmo bar se encontram além dos donos, uma família e um bando de assaltantes, e para deixar a situação mais dramática um suposto serial killer ronda a região. A história, ilustrada pelos excelentes Marcelo Frusin e Steve Dillon – famoso por Preacher – mostra como o roteiro de Azzarello é competente se tratando de enredos policiais. Constantine como sempre se mostra despreocupado e irresponsável o bastante para foder com quem se coloca em seu caminho, recorrendo aos seus poderes. O cenário ficou muito bom, remetendo a pub’s de cidades montanhosas. A nevasca constante conflita com o ambiente aconchegante, porém tenso de dentro da instalação. O enredo, consegue manter a atmosfera de mistério que paira sob o frio.

A edição ainda conta com a rápida Morto e Enterrado, que só mostra um diálogo de Constantine e seus “fantasmas do passado”, porém muito rápido e que passa batido. A história final sim, é bastante divertida e criativa. Almofadinhas e Ingleses, mostra John Constatine no auge da sua adolescência com visual punk e tudo que tem direito. Ainda longe de ser um mago e de presenciar tudo o que o destino lhe reserva, Constantine já se envolvia com o sobrenatural, mas de uma forma menos “profunda”. Na trama, ele é contratado para roubar um “artefato mágico”, contar mais seria estragar a surpresa, pois o desfecho é realmente divertido.

 

 

Roteirista: Brian Azzarello

Arte: Steve Dillon, Marcelo Frusin, Guy Davis

Selo: Vertigo

Italo
Graduando em Biologia pelo amor às variadas formas de vida e suas estratégias de sobrevivência, tenho prazeres simples como ouvir a chuva ou observar o céu noturno. Fã de música, filmes e jogos em geral, minhas maiores viagens são pelas folhas de um bom livro.

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