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Jurassic Park, O Romance

Você sabia que uma das maiores franquias do cinema é na verdade baseada de um livro? DNA, substância que rege a vida, milhares e milhares de moléculas que comandam todas as características de todo e qualquer ser vivo. Tão estudado pelos cientistas e sempre tão difícil de compreender. Mas e se ele fosse compreendido? E se o ser humano dominasse o DNA? O que poderia acontecer? Clonagens? Mutações? Animais extintos, trazidos de volta à vida???

É essa a ideia utilizada por Michael Crichton – renomado autor de ficção científica – para escrever Jurassic Park. Numa ilha isolada no litoral da Costa Rica, um grupo de magnatas e empreendedores japoneses financiam um projeto ousado: construir um parque de diversões no mínimo peculiar. Contratam um grupo de geneticistas, para obter e manipular DNA de dinossauros, trazendo – os de volta a vida. O projeto é um sucesso, no que diz respeito a recriar as feras pré históricas, mas a respeito de mantê-las… bom: uma falha geral na segurança do parque, acaba por deixar as criaturas a solta, e o parque acaba se tornando um verdadeiro circo de horrores.

Jurassic Park é um excelente Techno-Thriller, muitos contextos técnicos, em torno do DNA e do maquinário para fazer a ilha funcionar são citados na história, mas a narrativa não perde o fôlego, a história é contada de forma empolgante e desenfreada, criando muita tensão e recriando de forma magistral (realista ou não) as feras jurássicas. Outro tema muito abordado no livro, é a forma inescrupulosa e sem consciência, que a ciência é empregada hoje em dia e traz em voga o velho dilema do “homem tentando ser Deus”. A Teoria do Caos, também é muito abordada no livro, através do matemático Ian Malcolm, que explica através dela, todas as falhas no parque e o porque de tudo dar errado.

Jurassic Park é uma das maiores franquias do cinema – atualmente conta com 4 filmes – e o livro é adaptado no primeiro filme. Com uma fórmula de sucesso tão competente você deve estar se perguntando se compensa realmente ler o livro. O fato é que o filme adapta o romance de forma magistral e quase nada é deixado de fora, mas como todo livro tende a ser em relação as suas adaptações, ele é sim mais completo pelo menos em detalhes técnicos: abordagem da genética, descrição de tecnologias – afinal o Techno-Thriller do qual Crichton é pioneiro, tem como característica mais marcante a presença da tecnologia – aspectos da biologia dos dinossauros um pouco mais explorada, uma menor pressa em conduzir a trama apesar de ser um thriller – o gênero thriller é marcado por uma história de suspense e uma corrida contra o tempo, na qual os personagens precisam resolver o problema antes do clímax da história – e personagens bem mais trabalhados, como o excelente Ian Malcolm. Fora esses detalhes, de fato o livro muda pouco em relação ao filme.

Todos se perguntam como seria a pré-história, o homem sempre sonhou com essa viagem no tempo e através desse livro, Crichton à traz ao mundo de uma forma moderna, criativa e não tão absurda, deixando aquela leve idéia na cabeça do leitor: Aquele animal que eu vi uma vez…

 

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Italo
Graduando em Biologia pelo amor às variadas formas de vida e suas estratégias de sobrevivência, tenho prazeres simples como ouvir a chuva ou observar o céu noturno. Fã de música, filmes e jogos em geral, minhas maiores viagens são pelas folhas de um bom livro.

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