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Mad Max: revisitando um clássico pós-apocalíptico

Após 30 anos do lançamento de Mad Max, Além da Cúpula do Trovão (Mad Max Beyond Thunderdome, 1985) enfim Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015) chegou às telonas e, vamos combinar, que chegada!

Sucesso de público e aclamado pela crítica, Mad Max: Estrada da Fúria causou um ‘Boom’ que há muito não se via no cinema e para compreender melhor essa nova obra do diretor e roteirista australiano George Miller que tal revisitar sua trilogia antecessora?

 

Mad Max: onde tudo começou
Lançado em 1979 Mad Max é o primeiro filme da saga antiutópica de George Miller e está mais para um filme de perseguição policial do que para um filme pós-apocalíptico. Porém, Miller nos apresenta nessa obra cinematográfica um dos primeiros sinais de que tempos difíceis estão por vir: a ruína da Ordem. E uma ruína com muito couro, metal e violência.

O filme se passa ‘alguns anos adiante’ e nele é contada a história do policial rodoviário Max Rockatansky interpretado por Mel Gibson (nosso eterno William Wallace). Tirando os carros ‘tunados’ a polícia australiana, símbolo da Lei e da Ordem, é apresentada no filme como uma instituição decadente e com seu enfraquecimento gangues de motociclistas enlouquecidos e violentos infestam as estradas e provocam o caos por onde passam roubando, estuprando e perdendo a linha em suas motos envenenadas.

O filme nos apresenta logo de cara uma perseguição em altíssima velocidade onde Nightrider, membro de uma gangue arruaceira rouba um carro de perseguição da polícia e foge ensandecido juntamente com sua companheira. Como vocês podem imaginar perseguir um carro de perseguição não dever ser nada fácil e Nightrider acaba por dar o pinote. Nesse momento aparece nosso herói Max que utilizando alguma técnica semelhante ao Golpe Fantasma de Fênix dá fim a perseguição que acaba com a morte do foragido e sua acompanhante.

O decorrer da obra cinematográfica se dá em um misto de ‘coincidências’, desejo de vingança, perseguições alucinantes e acidentes impressionantes, claro. Os policiais envolvidos no óbito de Nightrider são ‘jurados de morte’ por seu bando e Max e sua família estão incluídos nessa roda.madmax5

Com a morte de sua mulher e filho Max também começa a apresentar traços de loucura e insanidade presentes anteriormente apenas nos bandidos. Em seu clássico Ford Falcon V8, nosso agora anti-herói, se torna um andarilho fantasmagórico em busca de vingança. Na cena final do filme Max algema o último membro do bando em um carro prestes a explodir e lhe deixa apenas um serrote (e você achando que Jogos Mortais era inovador?) deixando clara a mudança que acomete não apenas Max, mas que acomete o mundo.

 

Mad Max continua…

Considerado por muitos (pelo menos até antes do lançamento de Mad Max: Estrada da Fúria), como o melhor filme da franquia, Mad Max 2: A Caçada Continua (Mad Max 2: Road Warrior, 1981) se recheia de referências da cultura punk e nos apresenta, de fato, um mundo pós-apocalipse.

Duas potências mundiais entram em uma guerra de proporções catastróficas praticamente extinguindo os campos petrolíferos de todo o planeta. Com a falta de petróleo as cidades entraram em colapso e o mundo tornou-se um grande deserto sem lei ou ordem, ‘uma tempestade de fogo e medo’ em que ‘homens começaram a se alimentar de homens’.

Pela chamada ‘Terra Devastada’ grupos desordeiros vagam sem controle a procura do bem mais precioso, o combustível. Afinal, o combustível tornou-se sinônimo de poder (na verdade sempre foi né…), com ele pode-se fugir da morte ou ir até algum lugar roubar e matar alguém.

Em meio a todo esse caos Max vaga em sua máquina V8 vestindo seu antigo uniforme de couro de policial e atormentado pelos fantasmas do passado. Seu único objetivo: sobreviver.

Em suas andanças se depara com uma refinaria mantida por alguns colonos. Porém, a comunidade que ali vive está cercada por um bando de saqueadores liderados por um homem que se intitula Lorde Humungus – um guerreiro enorme, musculoso e com uma máscara de hóquei de fazer inveja a Jason.

Nosso anti-herói decide então ajudar os colonos a fugirem da refinaria sitiada, mas não se enganem, a ajuda oferecida não é por estar recuperando a humanidade que fora perdida naquele mundo pós- apocalíptico. Max se propõe a ajudá-los em troca de toda a gasolina que puder carregar e após cumprir sua parte do trato, que até o momento consistia em ajudá-los a conseguir um caminhão capaz de puxar um enorme tanque de combustível, ele dá no pé.

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No entanto, por sorte, azar ou providência divina, em sua tentativa de fuga ao cerco Max e pego e apesar de sobreviver tem seu carro totalmente destruído. Seu ‘sócio’ percebe sinais de explosão nas mediações da refinaria e se dirige até o local em sua máquina voadora e o resgata, todo ‘estrupiado’. Após acordar Max decide ajudar os colonos em sua fuga, mas não se enganem, a ajuda oferecida não é por estar recuperando a humanidade que fora perdida naquele mundo pós- apocalíptico [2] é por vingança aos que destruíram seu belo V8 e quase o mataram. E aí segue o filme, com mais perseguições alucinantes e algumas surpresas!

 

Mad Max e a Tina Turner

Terceiro filme da saga Mad Max, Além da Cúpula do Trovão (Mad Max Beyond Thunderdome) estreou nas telonas em 1985 e conta com a participação da atriz e cantora Tina Turner que desempenha o papel de Aunty, a vilã.

Alguns anos depois de derrotar Lorde Humungus, Max vagava pelo deserto em um carro puxado por camelos quando é atacado por uma aeronave e tem seu carro e carga roubados. Seguindo a trilha do ladrão Max chega até a comunidade decadente de Bartertown. Na tentativa de recuperar seus pertences ele é levado até Aunty fundadora e regente da ‘cidade’.

Bartetown é movida a merda de porco, literalmente. Na parte subterrânea da cidade existe uma  ‘refinaria’ de metano bruto alimentada por fezes de suínos e é administrada pelo pequeno Master, um anão que tem desafiado a liderança de Aunty.

Em troca de seus equipamentos a vilã faz um acordo com Max, acordo esse que consiste em ‘colocar Master em seu devido lugar’. Entretanto, nada é fácil na vida Max e para executar sua parte no acordo ele precisa primeiro se livrar do guarda-costas gigante de Master, Blaster. Os inseparáveis Master Blaster.

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Essa parte do filme possui a clássica cena na Cúpula do Trovão onde Max enfrenta Blaster em uma espécie de confronto de gladiadores onde a única regra existente é a de: “dois homens entram, um homem sai”.

Depois de muitas reviravoltas Max é exilado de Bartetown e é encontrado no deserto e a beira da morte por uma comunidade primitiva de crianças e adolescentes que vivem em um pequeno oásis. As crianças acreditam que Max seja o Capitão Walker uma espécie de messias capaz de levá-los de volta para a casa… Até explicar que focinho de porco não é tomada meu amigo, muita coisa acontece…

 

Mad Max: Estrada da Fúria

Esse amigos, esse merece um post especial…

 

Clique aqui para conferir o trailer que une momentos de todos os filmes da saga!

Welerson Filho (Amakir)
Graduado em Teatro por influência do RPG e fanático por cards e board games. Canhoto e de espírito competitivo tem dificuldade com jogos cooperativos. Amante do gênero literário/cinematográfico fantástico acha a realidade um porre.

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