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Ori and The Blind Forest

Inicialmente comparado a Rayman, Ori vai além e se fixa como um dos melhores jogos da atualidade e uma referência no quesito plataforma/ação. Lançado em 2015 pela empresa independente Moon Studios, Ori and The Blind Forest fez um estardalhaço, foi sucesso na crítica especializada e pagou pelo seu desenvolvimento em apenas uma semana e não é para menos, o game é um espetáculo aos olhos, com belíssimos cenários desenhados à mão e um show de luzes, brilhos e sombras.

Ori and The Blind Forest é um típico jogo de plataforma que se enquadra no estilo que chamamos de Metroidvania (estilo consolidado por Metroid e Castlevania) onde o cenário é um mundo aberto (ainda que em 2D) mas que diversas partes só são acessíveis mediante o ganho de habilidades ou itens.

Ori é um espírito órfão, que foi adotado por Naru. Juntos eles vivem uma bela amizade na floresta de Nibel, amizade essa que tem fim quando a floresta começa a morrer – essa trama já faz da sequência inicial de Ori and The Blind Forest uma das mais belas introduções feitas em um jogo. Agora sozinho no mundo, Ori se une ao espírito da floresta numa jornada épica em busca da sua salvação.

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Em Ori and The Blind Forest você controla um pequeno espírito de luz, que mais se parece um pokémon, que pode correr, pular e escalar obstáculos. Você ainda conta com um botão de ataque, executados pelo espírito da floresta que auxilia Ori em sua jornada, e são pequenos raios de luz aleatórios, parecidos com faíscas. O jogo é uma mistura de gênero de plataforma, repleto de puzzles, cenários escaláveis, onde você tem que saltar e atirar o tempo todo. Ao avançar pelo game você vai coletando fragmentos de espíritos que já pereceram, que conferem a Ori novas habilidades.

Não só de pulos duplos (movimento presente em praticamente todo Metroidvania) vive Ori and The Blind Forest, o jogo conta com movimentos bastante originais (como tomar impulso nos inimigos, se lançar ao chão causando um grande dano de área, saltos carregados, entre outros) que conferem uma experiência única em matéria de exploração e jogabilidade.

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Além das habilidades obrigatórias que você pega coletando os fragmentos de outros espíritos, você ainda pode acumular tanques de energia(mana) e vitalidade (HP), além de juntar XP para evoluir a árvore de habilidades de Ori, deixando-o mais poderoso.

Uma ferramenta bem interessante, é a criação de Elos da alma (checkpoints) que você pode criar em qualquer lugar de sua escolha, mediante o uso de mana, isso reflete diretamente na estratégia do game, que se alterna entre partes difíceis e muito difíceis…

Tudo é lindo em Ori and The Blind Forest, os efeitos do vento, da água, das luzes, tudo casa perfeitamente. Até os cenários pré-renderizados de fundo, que complementam o cenário 2D, se adequam de maneira perfeita ao frame principal do game, as vezes até variando para mostrar um espelho de água visto por cima ou por baixo, dependendo da perspectiva do personagem. Os cenários de Ori and The Blind Forest foram pintados e mão, e o jogo apresenta uma das paletas de cores mais agradáveis dos últimos tempos.

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A trilha sonora é uma maravilha a parte. Composta por Gareth Coker, a música é toda orquestrada, com um excelente trabalho das linhas de piano e percussão. A música te acompanha durante todo o game e muda de acordo com sua evolução na trama, mesmo quando você fica muito tempo preso num mesmo local, a canção mantém um timing perfeito, se alterando entre cadência e clímax para não se tornar repetitiva.

Um bom jogo para sentar, jogar e relaxar? NÃO!!! Ori and The Blind Forest esta entre um dos jogos mais difíceis e desafiadores games de sua geração. Apesar do Sistema de Save aplacar isso, ainda assim serão muitos os momentos que você vai desejar dar um tiro na tela. Vale lembrar que salvar gasta energia, então deve ser usado com uma certa estratégia, além disso, alguns momentos você encontra tantos inimigos e armadilhas em sequência que se torna impossível salvar e só lhe resta morrer inúmeras e inúmeras vezes até passar os malditos cenários. A localização de alguns inimigos e a execução de alguns puzzles, chega a ser sádica!

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Contabilizando as mortes e o aproveitamento, Ori and The Blind Forest tem um excelente tempo de jogo, que gira em torno das 10h, o que valoriza ainda mais o preço do jogo.

Ori and The Blind Forest é isso, uma experiência mágica e linda, como poucas vezes vemos nos games, é aquele tipo de jogo de surge para marcar. O jogo fez tanto sucesso, que já foi anunciada uma Definitive Edition, com mais conteúdo e novas fases. Contemplem!

Italo
Graduando em Biologia pelo amor às variadas formas de vida e suas estratégias de sobrevivência, tenho prazeres simples como ouvir a chuva ou observar o céu noturno. Fã de música, filmes e jogos em geral, minhas maiores viagens são pelas folhas de um bom livro.

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