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The Vanishing Of Ethan Carter

A sensação de adentrar no desconhecido e vivenciar um conto de H. P. Lovecraft. Produzido pela produtora polonesa The Astronauts e lançado em 2014, The Vanishing Of Ethan Carter traz essa proposta: jogo rápido, com pouca ação e muitos enigmas, narrativa direta e sombria, num vilarejo estranho com acontecimentos tirados “diretamente” das páginas de Lovecraft.

Com o aumento da demanda por jogos independentes – impulsionada pela nova onda de distribuição digital – muitos jogos chamados indies estão pipocando no mercado e criando suas próprias legiões de fãs. Um aspecto interessante desse tipo de game é que por serem feitos por profissionais independentes – sem a pressão das grandes produtoras – a liberdade produtiva é maior e os jogos tendem a ser mais originais e criativos. Dentre os muitos títulos de destaque que podemos citar dentro dessa categoria, um dos jogos que figuram entre os melhores e tem chamado bastante a atenção da crítica foi:The-Vanishing-of-Ethan-Carter The Vanishing of Ethan Carter.

No jogo você é Paul Prospero, um detetive especializado em casos sobrenaturais com a habilidade peculiar de “enxergar” eventos já acontecidos. É em Red Creek Valley, um estranho vilarejo com uma história macabra, que Paul Prospero tem que encontrar o paradeiro de Ethan Carter, jovem sonhador que fez contato com uma criatura maligna e agora está desaparecido.

O jogo em primeira pessoa, não traz praticamente nenhuma ação. É um jogo para se explorar, contemplar, para imaginar. O jogo traz uma breve introdução e te abandona na pele de Paul Prospero, que tem que percorrer pelo mundo aberto desvendando os misteriosos crimes de Red Creek Valley, em busca de Ethan. A jogabilidade conta com o teclado para se movimentar livremente pelo cenário e com mouse para interagir com os objetos, a dinâmica consiste em encontrar pistas sobre os crimes, relacioná-las com os objetos certos e descobrir a ordem em que os eventos aconteceram, feito isso o crime está solucionado e você ganha mais uma nova pista para avançar pelo jogo.

Apesar do mundo aberto, existem basicamente 4 grandes áreas para se explorar, com 5 crimes e 4 eventos sobrenaturais espvanishing-of-ethan-carter-railcaralhados, podendo serem executados em qualquer ordem, é preciso a resolução de todos para desencadear o desfecho do game – o que querendo ou não confere uma certa linearidade ao game.

O grande trunfo de The Vanishing of Ethan Carter é a atmosfera do game. Red Creek Valley se localiza numa belíssima ilha em meados de outono e a passagem do tempo (dia/noite) não se dá dinamicamente, mas sim com o decorrer dos eventos. A paisagem é belíssima e vale a pena perder alguns minutos apreciando o cenário. A atmosfera é complementada com a sensação de desgaste e decadência dos personagens: dos moradores da vila que foram induzidos a destruição pela loucura; e pelos monólogos de Paul Prospero, desesperançoso e deprimido. Soma-se a isso uma trilha sonora específica e ausente na maior parte do jogo e você tem a sensação de que está vivendo uma episódio de True Detective (1ª temporada claro).

Em relação ao lado so
brenatural do jogo, não é nenhum mistério que a maior fonte de influência foi H. P. Lovecraft. Anunciado como um Weird Fiction Game (algo como game de horror cósmicomaxresdefault) gênero criado por Lovecraft, não faz feio em emular o mundo imaginado pelo escritor, com direito a referências – diretas ou não – aos Old Ones. Passagens como viagens cósmicas, monstros tentaculares e seitas secretas podem ser encontradas no game.

Finalizando, The Vanishing

Of Ethan Carter
é excelente em todas as suas propostas: terror, narrativa, mistério, drama e com direito a um Plot Twist fantástico num final digno das melhores obras, vale a pena ser jogado. Com indicação da própria produtora: “The Vanishing of Ethan Carter is a game to be played at night, alone, and with headphones.”  A sensação de jogá-lo é comparável a ler um bom livro.

Italo
Graduando em Biologia pelo amor às variadas formas de vida e suas estratégias de sobrevivência, tenho prazeres simples como ouvir a chuva ou observar o céu noturno. Fã de música, filmes e jogos em geral, minhas maiores viagens são pelas folhas de um bom livro.

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