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Um Papo Sobre Resident Evil 7: Biohazard

Atrasados, como sempre…

Resident Evil é uma franquia que marcou gerações de gamers no mundo todo. Seus personagens são marcantes para qualquer um que tenha jogado qualquer uma de suas versões. Mas com o passar do tempo, o game foi perdendo o foco. Tudo começou com uma epidemia de um vírus em uma cidade e o troço foi crescendo e ficando cada vez mais megalomaníaco que os caras perderam a mão de vez no 6 jogo da série principal (Resident Evil 6), o game virou ação de vez e abandonou seu lado “survivor horror” que antes conquistara os gamers. Muitos até hoje consideram os três primeiros games os melhores da franquia, alguns acham o quarto o melhor, mas todos concordam que o sexto foi decepcionante. Algo tinha que ser feito.

E foi feito… 

Quando um novo game foi anunciado, geral torceu o nariz, achando que viria mais do mesmo e que era basicamente mais um caça níquel afim de tirar uma grana dos fãs. Porém, após uma prévia na E3 2016, muitos falavam que RE estava de volta, na sua melhor forma. Como nos velhos tempos. 

Muito do jogo foi modificado, geral estranhou que agora o game era em primeira pessoa (particularmente, eu não gosto de primeira pessoa, sou muito lerdo pra jogar nesse modo), mas essa mudança tem um motivo muito claro: o VR, ou Virtual Reality, ou Realidade Virtual… Os produtores garantiram que a a imersão no jogo seria total! E, olha… vou dizer.. conseguiram, hein?

Falando da trama em si. (Com Spoilers)

Na trama somos Ethan Winters, um cara teoricamente normal (teoricamente, porque muitos acreditam que ele era um cientista da extinta Umbrella) que vem sofrendo à 3 anos com o desaparecimento da sua esposa, Mia Winters, que viajou com uma família em um cruzeiro para trabalhar como babá. Um dia, Ethan recebe um e-mail de Mia com um endereço e com a frase “Venha me buscar”. O endereço fica na cidade, Duvey, Louisiana, uma fazenda aparentemente abandonada onde há relatos de pessoas desaparecidas na região. Ethan, por algum motivo, ignora os avisos de um amigo (logo no primeiro dialogo) e vai atrás da esposa. Chegando lá, ele dá de cara com algo muito além do que ele pode imaginar e se vê em uma situação de risco de morte, tendo que lidar com os moradores “psicopatas” da fazenda. 

A família da fazenda, ao melhor estilo “Massacre da Serra Elétrica” (com direito a referências), constitui no papai Jack Baker, a mãe Marguerite Baker, o filho mais novo Lucas Baker e, mais tarde, conhecemos Zoe Baker, a irmã mais velha de Lucas. De início eles se mostram uma família de malucos, mas vamos descobrindo que a história não é bem essa.

Familia Baker e um de seus convidados.

Jack Baker, um senhor com seus 60 anos, violento e que na sua primeira cena, arranca a mão esquerda de Lucas. Por algum fato desconhecido em um primeiro momento, ele tem um fator de cura de dar inveja ao Wolverine. Aqui, ele faz a função do perseguidor, que um dia foi a função do clássico Nêmesis, implacável e mortal. 

Marguerite Baker, uma senhora que adora cozinhar coisas nojentas para os visitantes, tipo o Ethan, uma senhora com uma aparência terrível, se revela uma progenitora de insetos mutantes, tão mortal quanto Jack Baker, ela dá bastante trabalho.

Lucas Baker, o filho mais novo da família, ele tem cara de psicopata, age como um “Jigsaw” dos Jogos Mortais e tem um fator de cura tão forte quanto de seu pai. Gênio da engenharia, ele arma diversas armadilhas para o Ethan em seu “parque de diversões pessoal”.

e por fim (ou não) Zoe Baker, a irmã mais velha de Lucas, aparentemente a mais normal da família, ela tenta ajudar o Ethan a lutar contra sua família para que ambos possam sair da fazenda com vida.

A trama se desenrola, mais personagens vão sendo apresentados (como Eveline, uma criança de 11 anos), e vamos descobrindo a relação da família e Mia com armas biológicas, monstros infectados e muitos sustos. Aqui não tem zumbis, aliás, os produtores deixam claro que a série nunca foi sobre zumbis, mas sim a sobrevivência, zumbis eram apenas uma ameaça que você deveria enfrentar, consequência de um vírus especifico da época. A verdadeira ameaça sempre foram as armas biológicas, isso fica bastante claro em RE7 (até no nome original do game: Resident Evil 7: Biohazard), onde você pode contar quantos “monstros” você enfrenta. O lance aqui é a tensão, o suspense que você enfrenta no decorrer do game. Aqui entra a imersão citada anteriormente. A trama é densa, você entra no personagem, ainda mais com o advento do VR. Eu não joguei utilizando o VR, primeiro que eu sou um cagão e segundo que o óculos Rift do PS4 é um estupro aqui no Brasil, mas mesmo jogando de forma convencional você fica tenso com a madeira rangendo, sons de passos e os sustos (tem uma parte do jogo que, mesmo eu zerando umas 10 vezes, eu sempre me assusto, SEMPRE). Um dia quero ter a oportunidade de jogar no VR mode.

Mas… O game fez uso do potencial do PS4?? como estão os gráficos???

Então, logo de cara uma cutscene da Mia, Essa cutscene me causa estranheza sempre que eu vejo. Reparem:

Os produtores resolveram abandonar o estilo “anime/mangá” dos games anteriores e partiram para o realista, para isso usaram modelos reais (a Mia por exemplo é uma atriz chamada Savannah Daniels), isso me causou muita estranheza, a movimentação dos personagens não está das melhores, nesta cutscene a boca da Mia se movimenta de forma estranha e isso se repete com o restante dos personagens. Talvez seja porque eu joguei RE7 logo após jogar Uncharted 4, onde os personagens são surreais de tão bem feitos, com a movimentação perfeita. Mas, esse é apenas um aspecto estranho no game, que não incomoda muito se você não ligar pra isso. No geral, o game usa bem os recursos disponíveis no PS4 e te dá o que promete.

Elena, esposa do Nathan Drake, em Uncharted 4.

A jogabilidade, mesmo sendo em primeira pessoa, é ótima. Eu que não estou acostumado com esse modo, joguei a vontade. Imagino realmente que com o VR, o game passe a ter outra atmosfera e, mesmo conhecendo o jogo de cabo a rabo, eu vou levar os mesmos sustos novamente. 

Finalizando o game.

Finalizando o game, você libera o modo Hospício, que eu ainda não tentei, finalizando no modo Hospício, você libera a munição infinita. Se você finalizar o game no modo normal em menos de 4 horas, você libera a serra circular, que te ajuda muito a derrotar os vilões do game, e um óculos raio-x que localiza os itens pra você, ficando mais fácil conseguir munição e itens de cura. Vou te dizer, a saga pra zerar em menos de 4 horas e bem divertida, ainda mais com a serra circular, os monstros não tem a menor chance contra você. 

DLCs e Banned Footage.

A Capcom faz uso das Banned Footages durante o jogo, lá você fica sabendo de histórias prévias dos personagens como a Mia e um grupo que produzia um reality show, desses de visitar lugares abandonados supostamente assombrados. Eles gostaram tanto que vira e mexe tem uma Banned Footage nova para baixar, contando história da Zoe, desse grupo do reality show e de outros personagens da historia, por exemplo. E no outono, ela irá disponibilizar, gratuitamente, uma DLC chamada “Not a Hero” que trás de volta Chris Redfield, provavelmente investigando as tretas da fazenda. Vale a pena esperar.

Acredite, esse é o Chris Redfield realista. Tá doente, tá magro, ajuda o menino!!

Enfim..  

Resident Evil 7: Biohazard é uma ótima retomada às raízes do game, fazendo você voltar ao passado onde a sobrevivência era o foco dos games, isso sem ignorar sequencias anteriores. É uma ótima pedida para os fãs que já conhecem a saga desde o início e também é uma boa apresentação para aqueles fãs que estavam acostumados com a ação desenfreada dos capítulos 5 e 6. Resident Evil 7 vale MUITO a pena. Quatro flechas e que venha o 8. (sério, a cutscene inicial me incomoda muito)

 

Joseph
Amante de HQs e de seus derivados, acho o Batman um Bucha e que o melhor Coringa de TODOS OS TEMPOS e o Cesar Romero. Eu gosto do Superman casando o Jimmy Olsen com uma gorila mal humorada.

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