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Xeque – Mate

Como uma partida de Xadrez na qual cada movimento muda tudo. Apesar do filme se chamar em inglês Lucky Number Slevin, a tradução para o português como Xeque-Mate não poderia ter sido melhor. Além de várias alusões ao jogo: cavalos, reis, torres, os peões, a trama se comporta como uma verdadeira partida de xadrez, onde as peças são posicionadas, manipuladas e sacrificadas até a hora do “Xeque-Mate”… e qual será o “rei” que vai cair?

O filme conta a história de Slevin (Josh Hartnett), um joão-ninguém que é confundido com um amigo que desapareceu misteriosamente, e acaba ficando a mercê de dois chefões do crime: O Chefe (Morgan Freeman) e O Rabino (Ben Kingsley), que em eterna guerra acabam usando Slevin no seu joguete. Como se não bastasse essa onda de azar, Slevin ainda é vigiado pelo detetive Brikowski (Stanley Tucci) e o implacável assassino Sr. Goodkat (Bruce Willis). Agora cabe a Slevin escapar dessa enrascada em que se meteu, num filme em que tudo pode mudar e as coisas podem não parecer o que eram antes.

Se diferindo de filmes de ação e mafiosos em geral, o roteiro de Xeque-Mate é ousado. Um filme que a principio não demonstra muitas pretensões, fazendo uma mescla com dramaticidade e comédia, começa a se mostrar cheio de reviravoltas, onde acontecimentos passados aparentemente obsoletos, se voltam para formar uma trama rica em detalhes e arrebatadora. A reta final do filme é envolvente e segura o espectador até o fim, mas por explicar demais, se arrasta um pouco no final.

Não se podia esperar menos que uma participação brilhante dos atores envolvidos, e o filme que reúne com bastante competência grandes nomes, consegue criar personagens carismáticos, e engraçados.

Enquanto Morgan Freeman e Ben Kingsley, nos brindam com vilões extremamente carismáticos – e ao mesmo tempo sádicos – cheios de bons diálogos e algumas piadinhas na ponta da língua, Bruce Willis se apresenta como um assassino frio e praticamente sem emoções, onde a única coisa que importa é o dinheiro. Por outro lado, Josh Hartnett e Lucy Liu, o par romântico do longa, se mantém sempre de auto astral, alegres e despreucupados – Josh Hartnett rouba a cena, com o excelentemente papel de alguém que mesmo a beira da morte, não apresenta temor algum. Essa miscelânea de personalidades, contrasta com a trama que “a cada movimento” muda de teor, ora engraçada ora dramática.

O filme pode não ter sido um estouro nas bilheterias, apesar de ser um filme de ação não aposta em cenas explosivas, pelo contrário, Xeque-Mate aposta no confuso destino de Slevin e na sua onda de azar. É com voltas e reviravoltas, com flashbacks que podem ou não ter haver com o plot principal, que Xeque-Mate ganha o público como um legítimo jogo onde uma jogada pode definir o sucesso ou fracasso!

 

Flecha-4_5Título Original: Lucky Number Slevin

Direção: Paul McGuigan

Roteiro: Jason Smilovic

Duração: 109min

Ano: 2006

Italo
Graduando em Biologia pelo amor às variadas formas de vida e suas estratégias de sobrevivência, tenho prazeres simples como ouvir a chuva ou observar o céu noturno. Fã de música, filmes e jogos em geral, minhas maiores viagens são pelas folhas de um bom livro.

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